Thursday, April 02, 2015

Part 23: (Self Love, the Natural Master and the Natural Slave?): Dialogues on a Philosophy for the Individual

(Pix (c) Larry Catá Backer 2015)

With this post Flora Sapio and I (and friends from time to time) continue an experiment in collaborative dialogue. The object is to approach the issue of philosophical inquiry from another, and perhaps more fundamentally ancient, manner. We begin, with this post, to develop a philosophy for the individual that itself is grounded on the negation of the isolated self as a basis for thought, and for elaboration. This conversation, like many of its kind, will develop naturally, in fits and starts. Your participation is encouraged. For ease of reading Flora Sapio is identified as (FS), and Larry Catá Backer as (LCB).

The friends continue their discussion around the problem of the individual and the liberation project, and particularly the problem of the individual self in which the friends touch on the issue of narcissism and the self. Betita Horm Pepulim (BHP)  responds to the points made earlier.

Contents: HERE

(BHP) Larry Catá Backer, sobre o que você escreveu eu ainda estou refletindo!
(BHP) Dear friends, Larry, Flora, Paul and Yvonne, first answering to Flora.

How can we judge how people feel?

I'll tell a little story. I chose to use anthroposophic medicine to treat the health of my children.

I only tried traditional medicine when the situation was more serious. This was my choice.

When my daughter Paula was 4 years old, her doctor traveled and she had a problem in the ear.

A friend of mine who knew I like more natural approaches, indicated to me a doctor to care for the ear of my daughter. But he's was another segment of alternative medicine, called homeopathy oneness. Well, scheduled a doctor's appointment with him, took my daughter.

He asked me some questions, talked a bit with Paula, looked at me and said: i already know how is personality her, i'll give you a remedy that will let her good. I heard. I picked up a prescription.

I got up, grabbed my daughter and we left. At home i played the recipe in the trash and looked for a traditional doctor. Why i acted like that? Because i found that doctor, was very pretentious. I currently have 53 years old and still am changing. Maybe today, i can already tell: i'm so.

For this reason, I do not believe in someone who has a brief conversation with a mother (which of course is biased when it comes to their children) , exchange half a dozen words with a child in training, and says: i already know how is personality her.

Dear Flora, certain things are hard to judge, empathy is one of them, empathy may be part or not, of the nature, and of the personality to some people. What i mean is that I believe that a person lives a life shaping and adjusting your personality without even know. How can we say that someone acted in a certain way by this or for that one particular reason?

So is also with empathy, it is impossible to say that empathy, present in a person, is not true.

This is because people do not usually speak publicly as they are, sometimes they even know how they are truly , because them never stopped for to think about it. In my perception, it is not ideal diagnose the personality of the other based on what we think.

In my area of knowledge and professional performance, we distinguish, data, information and knowledge as follows:

-Data, are records, pure and simple. Are elements that can be stored. In the business context, for example, data can be transaction records. An example are the invoices. Data are raw materials, alone they do not have a purpose, but can be used as raw material for the production of information.

-The information is understood as a data with a context, with a relevance and with purpose.

A specific set of data when it is evaluated and interpreted, can result in information.

Here's what Paul put in his response. Certain data for one person can result in relevant information to knowledge acquisition, while for another person, be will only data. Everything depends on the reality of each individual.

The information changes the attitude, the perception of the world and even the judgments that people usually do in their day to day, when the individual perceives this information it as something he understands, which is something logical for him, and makes sense for him.

So the information depending on the individual's personal interpretation can turn into knowledge or not.

"Knowledge is the maximum use of information and data coupled to the potential of people,of their skills, of their ideas, insights, commitments and motivations” (Russo, 2010, p. 19). “From this perspective, knowledge is a set of valuable information of the human mind, plus arguments, reflection and synthesis” (Siqueira, 2005).

With respect to virtue, it also, in my view, a individual doesn't choose which one is the virtue that he wants , or which will practice.

Each person has a virtue. For me, every person, regardless of their ideals and behavior, have a virtue. This is not a choice. She is born with this trend, and she will develop more or less, or not, with the time and with the kind of life that person leads.

With regard to compassion, i do not believe there true or false compassion. Or the individual has compassion for any reason, or not. You can not confuse compassion with notion, that each individual has, according to the environment he lives, of justice.

We can not ignore, that people do not always do what "is right" out of compassion. Often people do what they think right, for they have learned that is correct.

Other times they do in search of approval, or approval of the group or even, its own. Trying to do the best for society can house several reasons.

I think we have to learn, seek knowledge so that we can live better. Living better for me, means being more tolerant. But tolerance comes from empathy, that you have or not. Definitely rsrsrsrsr, is not a choice. People just are, what they are.

Caros amigos, Larry, Flora, Paul e Yvonne, primeiramente respondendo para Flora.

Como é possível julgarmos como as pessoas se sentem?

Vou contar uma pequena história. Eu optei por utilizar a medicina antroposófica , para tratar a saúde das minhas filhas. Eu somente procurava a medicina tradicional quando a situação era mais grave. Esta foi a minha escolha. Quando a minha filha Paula tinha 4 anos de idade, o médico dela viajou e ela teve um problema no ouvido. Uma amiga minha que sabia que eu gosto de abordagens mais naturais, me indicou um médico para cuidar do ouvido da minha filha. Mas ele era de outro segmento da medicina alternativa, chamado homeopatia unicista. Bem, agendada uma consulta médica com ele, levei a minha filha. Ele me fez algumas perguntas, falou um pouco com a Paula, olhou para mim e disse: já sei como é a personalidade dela, vou dar para você um remédio que vai deixa-la boa.

Eu ouvi. Peguei uma receita médica. Levantei, peguei a minha filha e fomos embora. Em casa joguei a receita no lixo e procurei um médico tradicional.

Por que eu agi assim? Porque eu achei aquele médico, muito pretencioso. Eu atualmente tenho 53 anos de idade e até hoje estou mudando. Talvez hoje, eu já possa dizer: eu sou assim. Por este motivo, eu não acredito em alguém que tem uma breve conversa com uma mãe (que naturalmente é tendenciosa no que tange aos seus filhos), troca meia dúzia de palavras com uma criança em formação e diz: Já sei como é a personalidade dela.

Cara Flora, certas coisas são difíceis de julgar, a empatia é uma delas, a empatia pode fazer parte, ou não, da natureza, e da personalidade de algumas pessoas. O que eu quero dizer é que eu acredito que uma pessoa vive uma vida moldando e ajustando a sua personalidade, mesmo sem saber. Como podemos dizer que alguém agiu de certa forma por esta ou por aquela razão particular? Assim é, também, com a empatia é impossível dizer que a empatia, presente em uma pessoa, não é verdadeira. Isto por que as pessoas não costumam falar publicamente como elas são, por vezes, elas sequer sabem como são realmente, porque nunca pararam para pensar sobre isso. Na minha percepção, não é ideal diagnosticar a personalidade do outro com base no que achamos.

Na minha área de conhecimento e atuação profissional, nós fazemos a distinção de dados, informação e conhecimento da seguinte forma:

- Dados, são registros, puros e simples. São elementos que podem ser armazenados. No contexto dos negócios, por exemplo, os dados podem ser registros de transações (um exemplo são as faturas). Dados são matéria bruta, sozinhos eles não têm um propósito, mas podem servir de matéria-prima para a produção da informação.

- Já a informação é entendida como um conjunto de dados com um contexto, com uma relevância e com um propósito. Um conjunto específico de dados quando são avaliados e interpretados, podem resultar em informações.

Aqui está o que Paul colocou em sua resposta. Determinados dados para uma pessoa podem resultar em informações relevantes para a aquisição de conhecimento, enquanto que para outra pessoa, vão ser apenas dados. Tudo depende da realidade de cada um.

A informação muda a atitude, a percepção do mundo e até mesmo os julgamentos que as pessoas costumam fazer em seu dia a dia, quando o indivíduo percebe esta informação como algo que ele entende, que é algo lógico para ele, e faz sentido para ele.

Assim, a informação dependendo da interpretação pessoal do indivíduo pode se transformar em conhecimento ou não.

“O conhecimento é a máxima utilização de informação e dados acoplados ao potencial das pessoas, suas competências, ideias, intuições, compromissos e motivações (Russo,2010, p. 19). Nesta perspectiva o conhecimento é o conjunto de informações preciosas da mente humana, acrescida de argumentos, reflexão e síntese (Siqueira, 2005).

No que diz respeito à virtude, também, a meu ver, um indivíduo não escolhe qual é a virtude que ele quer, ou qual ele irá praticar.

Cada pessoa tem uma virtude. Para mim, todas as pessoas, independente de seus ideais e comportamento, tem uma virtude. Esta não é uma opção. Ela nasce com essa tendência, e ela vai desenvolver mais ou menos, ou não, com o tempo e com o tipo de vida que esta pessoa leva.

No que diz respeito à compaixão, eu não acredito que existe verdadeira ou falsa compaixão. Ou o indivíduo tem compaixão por algo, ou não. Você não pode confundir compaixão com a noção, que cada indivíduo tem, de acordo com o meio em que vive, da justiça.

Não podemos ignorar que as pessoas nem sempre fazem o que "é certo" por compaixão.

Muitas vezes, as pessoas fazem o que acham certo, porque eles aprenderam que é correto.

Outras vezes eles fazem em busca de aprovação, ou a aprovação do grupo ou até mesmo, a sua própria. Tentar fazer o melhor para a sociedade pode abrigar várias razões.

Eu acho que nós temos que aprender, buscar conhecimento para que possamos viver melhor. Viver melhor para mim, significa ser mais tolerante. Mas a tolerância vem de empatia, que você tem ou não. Definitivamente rsrsrsrsr, não é uma escolha. As pessoas simplesmente são, o que são.
(LCB) Dear Betita, a wonderful response, but also one that reminded me of the power of the semiotic relationship in the construction of internal  selves.  And by that I mean, throughout the discussion we have been referencing the self in the mirror of the other.  The self, first, is both itself and a sign, and it is both that are activated in the triadic relationship with or through the other (also itself both thing and sign). And that is all well and good.  And indeed, that semiotic reality is the foundation of the discourse of the old men (mostly) of philosophy, and of the political and social theorists.  All of them were obsessed with those relationships for any number of reasons (the range of interpretation is boundless, or perhaps better understood bounded by the constraints of the triadic relations within which it is built).
This context makes all possible--from the natural slave of Aristotle to the general will of Rousseau.  It accounts for the interrogation fo the self within an interior dialogue reflecting exterior constraints of the interpretive framework within which humans feel themselves "naturally" trapped and explored with great irony by Nietzsche, and the algorithms of which  were observed by Foucault.  And on and on.

But perhaps the liberation of the self starts with the recognition of the shackles of the triadic relationship in the construction of the reality of self and community reflexivity.  It is precisely what Betita describes that evidences the sweetness and the trap for a philosophy of liberation that is itself structured around the relationship of sign, of thin, and of the interpretant in circular relationships in which each assumes all aspects of the relationships that give rise to meaning, and to meaning's constraints. Perhaps a philosophy of liberation permits the re-conception of compassion, not as a political act, or as an interaction between compassion and its object, but as an expression of self communication in which the triadic relation is brought inside.  Is that possible?  Or do we create a monster when we press on with the project?

1 comment:

Betita Horn said...

Estou pensando sobre o que você disse Larry. Acho que posso amadurecer algo que pode contribuir com o seu questionamento.